Programa Leite Saudável é lançado no RS pelo Mapa


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai atender 119 municípios gaúchos no primeiro edital do Programa Leite Saudável, apresentado nesta quarta-feira (21), em Porto Alegre. Para iniciar o processo de triagem dos produtores, um primeiro encontro deverá ser realizado com secretários de Agricultura dos municípios em novembro, na cidade de Passo Fundo. A meta é, na primeira fase, beneficiar 1.600 produtores em 2016. Ao todo, serão dois anos de apoio à cadeia do leite em sete pilares: assistência técnica, melhoramento genético do rebanho, política agrícola, sanidade animal, qualidade do leite, marco regulatório e ampliação de mercados. O governo federal disponibilizou R$ 386,9 milhões, dos quais R$ 350 milhões para a assistência técnica.

O objetivo do Leite Saudável, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Tibério Rocha, é promover a ascensão de 80 mil produtores de leite de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Goiás para a classe média rural em todo o país. "Queremos, em dois anos, passar esses produtores das classes D e E para a classe C, e também fortalecer a classe C", explica Rocha. O público-alvo são produtores com média de 50 a 200 litros/dia.

A assistência técnica terá como base a melhoria da produção, da produtividade e da qualidade do leite, além da implementação de uma gestão gerencial.

Como será o programa de Assistência Técnica e Gerencial?

-       Visitas mensais pelos técnicos de Ater (4h/propriedade/mês);

-       Implantação da supervisão técnica de campo;

-       Capacitação para os produtores em cursos, oficinas e dias de campo (120h de capacitação/propriedade/ano);

-       Visitas da coordenação da Ater nacional e de consultores.

O Mapa acredita que os baixos índices de produtividade podem ser otimizados com introdução de melhoramento genético. Para se ter ideia, a produtividade de vaca/dia no Brasil, segundo o IBGE, é de 4,4 litros, o que coloca o país no mesmo nível da Índia. A meta nacional será ampliar a inseminação artificial em até 40%. Para os produtores que possuem capacidade de adotar a transferência de embriões, o Mapa, em conjunto com o Sebrae, fornecerá embriões melhorados a 2.400 propriedades assistidas pelo Programa Leite Saudável.

Outra batalha do país reside em abrir mercados. Segundo a coordenadora do programa, Charli Ludtke, a oferta de produto cresce mais do que a demanda. De 2009 a 2014, o Brasil saltou de uma produção anual de 29 bilhões de litros/dia para 36 bilhões de litros/dia - o que representa uma taxa de incremento de 4,1% a.a.  

Ou seja, é preciso abrir mercados. As exportações do país foram de 466 milhões de litros em 2014, o  que representa pífios 0,7% do total produzido para mercados pouco confiáveis, tais como os da África e América Latina. Enquanto isso, o Uruguai exportou 1 bilhão de litros em 2014.

A meta do Mapa é ampliar o percentual exportado em relação à produção de 1% em 2016, 2% em 2017 e 3% em 2018. Para isso, conquistar os mercados da Rússia e China é essencial. Mas Charli admite que a questão sanitária é a principal barreira para o Brasil não exportar mais. Erradicar a brucelose e tuberculose está na pauta do programa.

A Organização Mundial de Saúde Animal considera livre de brucelose países com prevalência inferior a 0,2%. O Rio Grande do Sul, com a menor prevalência no Brasil, está com 2,1%. "Vamos intensificar as campanhas de vacinação. Precisamos atingir índice vacinal de 80% nesses Estados", diz Charli. Atualmente, apenas o Estado apresenta desempenho acima de 80%. No Paraná, o índice vacinal fica entre 60% a 65% enquanto o de Minas Gerais é inferior a 80%. Em relação à tuberculose, haverá incentivo para a criação de fundos de indenização aos produtores, sejam públicos ou privados. Dos cinco estados beneficiados pelo programa, apenas o RS possui  fundo.


Fonte: Instituto Gaúcho do Leite
Postado por Lucas Mumbach

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