Senado aprovou por 59 votos a 21 na madrugada desta quarta-feira (10), o relatório da Comissão Especial do Impeachment que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja levada a julgamento pela Casa


Por 59 votos a 21, Senadores aprovam parecer, Dilma vira ré e vai a julgamento em plenário. Para a maioria, denúncia contra a presidente afastada é procedente. Julgamento final do impeachment deve ser realizado no final do mês.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) votou a favor da continuidade do impeachment na sessão que encerra a segunda fase do processo, nesta terça-feira (9). A parlamentar disse que votou sim por convicção e por acreditar que ninguém está acima da lei.

Em seu discurso, que durou cerca de 10 minutos, Ana Amélia afirmou que o que se procura em um julgamento político como o impeachment não é punir a autoridade nem decidir sobre a liberdade da acusada, mas proteger a Constituição com o afastamento da presidente que colocou em risco valores fundamentais como o equilíbrio orçamentário, que reduziu a capacidade do Estado em atender serviços essenciais, como saúde, segurança e educação.

- A crise econômica se estendeu também a Estados e Municípios que estão hoje pagando conta salgadíssima pelas consequências da queda na arrecadação e pelos 12 milhões de desempregados, desaguando em crise social dramática do governo que prometeu ser o da inclusão, mas destruiu a Petrobras e os fundos de pensão dos trabalhadores das maiores estatais, que estão pagando o custo de uma gestão temerária e representou prejuízos enormes a suas aposentadorias futuras - disse.

A senadora destacou a condução do processo com "equilíbrio, responsabilidade e tolerância" pela Comissão Especial do Impeachment, e saudou o "zelo e o profissionalismo" do relator, senador  Antonio Anastasia (PSDB-MG). Ana Amélia disse que Anastasia resumiu muito bem, no relatório, que os elevadíssimos custos da política anticíclica não couberam no Orçamento da União, já bastante comprometido por outras despesas existentes.

- Voto a favor não por qualquer interesse pessoal ou interesse partidário. Sou independente, e, se o Presidente que está no poder hoje for submetido a uma denúncia, terá que também responder pelos seus atos. Não há diferença entre a Presidente afastada e o atual no meu conceito. A minha régua moral é a mesma para o adversário e para o meu aliado e para o meu correligionário. Não pode ser diferente. Ninguém está acima da lei - completou.
  

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