"Atual gestão está completamente perdida", diz SINDISAUDE sobre o Hospital Dom Bosco


"Pedimos uma internação na entidade, mas por questões de enfrentamento político o município nem o judiciário o fazem", disse Lino Puhl

No sábado, 25, a greve dos funcionários do Hospital Abosco chegou ao seu 13º dia sem que nenhuma solução definitiva tenha sido repassada dentro das reivindicações da categoria, que vão desde o atraso de salário até o pedido da saída da atual gestão da Associação Hospital Abosco, entidade mantenedora do hospital.

Na manhã da sexta-feira, 24,  logo no início da manhã os grevistas, com apoio de outros sindicatos locais, realizaram uma manifestação paralisado a Rua Santa Rosa em frente ao hospital, na tentativa de chamar a atenção da comunidade para a gravidade da situação.

Segundo Lino Puhl, presidente do Sindisaúde, "realizamos mais uma manifestação no dia de hoje em frente ao Hospital Dom Bosco para chamar a atenção da comunidade e órgãos públicos de que nós não queremos o fechamento do hospital. Estamos realizando este bloqueio de ruas, mas acredito que a população irá compreender, pois é melhor perder uns minutos na hora do trabalho mas sim salvar vidas".

SALÁRIOS ATRASADOS
Na quinta-feira (22), eles depositaram R$ 590 para todos os servidores, referente ao mês de outubro.

ATUAL GESTÃO
"A atual gestão está completamente perdida, continuam fazendo coisas absurdas, jogando dinheiro fora, mas que logo estaremos esclarecendo isto a toda comunidade. Quando a jogar dinheiro fora, até questões trabalhistas eles fazem totalmente contrário a legislação. e nós como sindicato precisamos fazer nossa função. Esta atitude está onerando cada vez mais o hospital, colocando-o cada vez mais no buraco, deixando sem solução, perspectiva ou uma saída viável. 

Enquanto não for trocada a gestão e houver uma perspectiva de solução não pararemos com a greve, salários, vale alimentação e outros são uma questão meramente paliativa, pois resolve num mês e no outro a situação retorna. Não há condições de trabalho, a população sem atendimento, nós queremos dar um atendimento de qualidade mas para isso precisamos de condições de trabalho, material adequado," salientou o presidente.

ÓRGÃOS PÚBLICOS
"Os órgãos públicos são muito omissos, até o próprio Conselho Municipal de Saúde se omite, pois estamos batendo nesta questão desde 2016 e até hoje nenhuma iniciativa," diz Lino.

INTERVENÇÃO
"Nós pedimos ao prefeito Vicini a intervenção do município e também no Ministério Público. O município poderia baixar um decreto pedindo uma intervenção e tentar encontrar uma saída, mas por questões de enfrentamento político ele não o faz e o Judiciário também não. Depois que o hospital fechar as portas nós vamos alertar todos essa situação que estamos falando há muito tempo", finalizou Lini Puhl, presidente do Sindisaúde.

Fonte: Site Santa Rosa Em Dia

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