Biodigestores estiveram na pauta de audiência pública realizada em Santa Rosa


Como proposta de fonte renovável de energia, otimização de recursos existentes na propriedade e rentabilidade ao produtor, a matriz produtiva de biodigestores foi centro da pauta de audiência pública promovida nesta sexta-feira (20/10), em Santa Rosa. O uso de biodigestores com tecnologias apropriadas passa a ser incentivado por meio da aliança de entidades de diferentes pontos do RS, em uma proposta conduzida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, com apoio de Secretarias Estaduais.  

A audiência coordenada pela deputada estadual Zilá Breitenbach ocorreu na Câmara de Vereadores com a presença de diversas lideranças, entre vice-prefeitos de diferentes municípios da região, empresas, cooperativas, associações, instituições de pesquisa e extensão, e entidades como Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Minas e Energia, Secretaria da Agricultura Pecuária e Irrigação (Seapi), Emater/RS-Ascar e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Para a realização de pesquisa nesta área, com vistas a qualificar o trabalho a ser desenvolvido pela Assistência Técnica e Extensão Rural e Social junto às propriedades, apresentaram interesse em se engajar com a proposta instituições de ensino superior como Setrem, Uergs, PUC, URI, Fahor, Univates e Unijuí. Na oportunidade, o professor da Setrem, Fauzi Shubeita e o professor da Fahor, Adalberto Lovato, reiteraram a importância da pesquisa nesta área diante do potencial que se tem para a produção de biofertilizantes, energia, gás, entre outros fatores econômicos e ambientais intrínsecos ao biodigestor.

Uma comitiva já realizou viagem técnica à Alemanha, onde buscou algumas referências, sendo que naquele país existem aproximadamente nove mil biodigestores gerando energia.

Na audiência pública foram apresentadas as experiências da Granja Piaia, de Três Passos, e da Granja de Luís Gehrardt, de Santo Cristo, onde foram instalados sistemas eficientes de biodigestores, que tem gerado uma economia significativa na conta de energia elétrica. O suinocultor de Três Passos relatou que sua conta de energia reduziu de uma média de R$ 10 mil para R$ 1.600 mensais. Além disso, fornece biofertilizante para fertirrigação em outras propriedades.

Luís Gehrardt relatou também que instalou o biodigestor em função da significativa redução na conta de energia, aproveitando a estrutura que possuía na propriedade. Contudo, tocou em uma das principais reivindicações apresentadas durante a audiência que é a necessidade de haver linhas de crédito específicas para a instalação de biodigestores. Já a produtora Liliane Carpenedo, de Santa Rosa, com a sinalização de tecnologias que aumentem a eficiência e facilitem o manejo, reiterou que a família pretende reativar o biodigestor que possuem na granja, "procurando viabilizar e retomar a experiência, do início dos anos 2000, com novas tecnologias".

Em relação à outra pauta levantada, que é a necessidade de assistência técnica, o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Ademir Renato Nedel, reforçou o compromisso da Instituição, diante de sua capilaridade, com a proposta e lembrou a importância de qualificar cada vez mais o conhecimento técnico para viabilizar os projetos. Também apresentou dados que reforçam o potencial da região na produção de biogás e biofertilizantes. "Segundo levantamento feito pela Emater, a região produz mais de 854 milhões e 750 mil quilos de esterco, somente com a suinocultura. Se revertido este montante de dejetos, significa uma quantidade de biogás equivalente a 58 milhões e 167 mil litros de diesel e produção de biofertilizantes, que equivale a 280.257 sacas de ureia e 106. 930 sacas de cloreto de potássio. Além desses números, não se pode esquecer e sim priorizar a importância do produtor, que ele tenha segurança e retorno com a proposta", enfatizou Nedel.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater 
Jornalista Deise A. Froelich

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