Proposta da Faísa sairá nesta segunda-feira


O impasse entre professores e direção da Faísa continua sem solução. Na tarde desta quinta-feira (28), o diretor executivo da Faísa, Paulo Ney Ferreira da Silva, acompanhado pelas coordenadoras de cursos, esteve reunido na sede do Sinpro/RS, em Santa Rosa, com a diretora Naíma Wadi.
O sindicato listou as razões da greve, como: a falta de pagamento de salários, 13º salário, férias, recolhimento FGTS, INSS e atuação de trabalhadores sem carteira assinada. Segundo a diretora do Sinpro, "situação em total desrespeito à legislação trabalhista".
O diretor da Faísa argumentou que tem enfrentado dificuldades desde o início de sua gestão. A falta de alunos, a inadimplência e os concorrentes cursos à distância (EAD), segundo ele, são geradores desta instabilidade financeira da instituição.
O proprietário da Faísa, Valter de Paula, reside em Brasília, sede da mantenedora da faculdade. Informações do diretor dão conta que ele somente aportará recursos para pagamento de dívidas em atraso se as mensalidades inadimplentes forem quitadas.
O sindicato insiste que não há como condicionar a volta dos professores ao pagamento dos salários, e que é preciso apresentar proposta para ser analisada pelo sindicato junto com os professores, inclusive considerando a questão das demissões por justa causa. Naíma do Sinpro frisa, que "é o mantenedor o responsável pela instituição e este deve levantar os valores para resolver as pendências".
Em relação às demissões de três professores por "justa causa", a posição do sindicato é de que precisam ser revertidas porque se caracterizam como "perseguição". O diretor da faculdade alega que a decisão foi das coordenadoras e que os professores demitidos já "não se alinhavam ao projeto da instituição".
Ficou definido ao final da reunião, que a Faísa apresentará proposta ao Sinpro nesta segunda-feira, dia 2, além de rediscutir as demissões dos professores e apresentar posição no mesmo dia.
A orientação do sindicato é para manter a greve até nova rodada de negociação.
PARA ENTENDER O CASO
Desde o dia 22 de setembro, 18 professores da Faculdade Santo Augusto - FAÍSA, entraram em greve para protestar contra uma série de irregularidades que inclui a falta de pagamento de salários, férias, 13º, FGTS, INSS, além de professores atuando sem vínculo empregatício. O SINPRO/RS - Sindicato dos Professores do Ensino Privado, com sede em Santa Rosa, através de sua diretora regional, professora Naíma Wadi, intermedia as negociações e espera resolver a questão nesta semana.

Fonte: Revista Afinal

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