Mesmo com pequena recuperação, preços recebidos pelo produtor continuam em baixa


O mês de maio fechou com um aumento de 2,09% no Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR). O resultado vem depois da maior queda da série histórica, registrada no mês de abril. A alta não foi suficiente para recuperar as perdas que já somam -16,04% no acumulado do ano e -18,27% nos últimos 12 meses. Os resultados estão no Relatório dos Índices de Inflação dos Custos de Produção e da Receita dos Produtores do Rio Grande do Sul, divulgado pela assessoria econômica do Sistema Farsul, nesta quarta-feira, dia 14.
Os produtos que influenciaram o resultado em maio foram Milho (2,1%), Soja (3,5%), Trigo (3,1%) e Leite (1,5%). Se em 12 meses o valor recebido pelos produtores apresenta uma desaceleração, o IPCA e o IPCA Alimentos fazem caminho oposto, registrando inflação de 3,60% e 2,35%, respectivamente. O resultado comprova mais uma vez não existir relação direta entre o preço do campo e o das prateleiras em um prazo curto.
Já o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), também medido pela Farsul, apresentou novamente deflação. Em maio o resultado foi de - 1,3%, apesar da taxa de câmbio. Os itens que apresentaram maior queda foram os agroquímicos, principalmente herbicidas e fungicidas, que anteriormente se mantinham em alta. Os fertilizantes também apresentaram redução nos preços. No acumulado do ano e em 12 meses a deflação é de -4,19% e -3,09%, respectivamente. O destaque fica para os herbicidas que chegaram a -16% nos últimos 12 meses.
   

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