Carta do Seminário de Mudanças Climáticas, Saneamento Básico e Justiça Social à Comunidade Regional


Nós, participantes do 1º Seminário de Mudanças Climáticas, Saneamento Básico e Justiça Social realizado no dia 11 de maio de 2017, no Salão Paroquial da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, município de Santa Rosa, apresentamos nossas diretrizes para a conversão ecológica necessária de cada um e cada uma frente à crise cultural e ecológica que coloca a vida do planeta terra em risco:
Defendemos a agroecologia como modo de produção e consumo com menor impacto ao meio ambiente e garantia da diversidade de alimentos saudáveis a longo prazo para a humanidade;
Propomos ações da sociedade civil organizada e dos governos de fortalecimento da agroecologia:
Difundir os princípios e conceitos da agroecologia;
Apoiar as iniciativas dos agricultores familiares camponeses de produção agroecológica/orgânica;
Divulgar os espaços de comercialização dos produtos orgânicos e agroecologia;
Promover as feiras/festas/encontros de trocas de sementes crioulas nos grupos, nas comunidades, municípios e em nível regional/diocesano;
Comprometer-se e organizar-se para o consumo consciente de produtos orgânicos/agroecológicos;
Convidamos as pessoas a reduzir e eliminar o uso de agrotóxicos como gesto de compromisso com a vida;
Convidamos as pessoas reduzir e eliminar os desperdícios de alimentos como gesto de solidariedade com os que sofrem de desnutrição por falta de alimentos;
Defendemos o direito a água de qualidade como bem comum da humanidade e uso responsável deste bem finito;
Propomos ações de investimento público e privado em tecnologias sociais de proteção de nascentes, reaproveitamento de água da chuva, águas cinzas e águas negras;
Propomos ações de investimento na proteção dos arroios, riachos e banhados pela importância para os ecossistemas e bacias hidrográficas;
Propomos ações de investimento de passadores de animais e máquinas nos arroios nas propriedades rurais;
Propomos ações de investimento no tratamento do esgoto sanitário no meio rural e nas cidades;
Convidamos as pessoas a reduzir a produção de resíduos sólidos e separar os resíduos sólidos do resíduo orgânico;
Propomos ações públicas e privadas de apoio aos catadores de material reciclável na organização, valorização como categoria social de trabalhadores e equipamento adequados para sua segurança no trabalho;
Propomos investimentos público e privado em educação ambiental formal e informal;
Denunciamos as investidas neoliberais de privatização do acesso à água em várias cidades do Rio Grande do Sul e do país.
Cabe, a cada um e cada uma, o cuidado com a casa comum "Cuidar e Guardar a Criação" integrando uma abordagem ecológica com uma perspectiva social que garantam os direitos fundamentais aos menos favorecidos promovendo a justiça social e bem viver.

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