Bancários decidem manter a greve após reunião terminar sem acordo


Mais uma rodada de desrespeito e enrolação com os bancários e toda a sociedade. Assim pode ser resumida a reunião de ontem, em São Paulo, que marcou a retomada das negociações entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários. Os representantes dos bancos não apresentaram uma proposta nova, que avançasse em relação aos rebaixados 7%, mais abono de R$ 3,3 mil, já rejeitados anteriormente.
Na avaliação do Comando, o momento é de ampliar ainda mais a greve. Somente com mais pressão a categoria vai arrancar dos bancos um acordo decente.

Independentemente de ser por um ou dois anos, o que o Comando quer saber é se os bancos vão atender às reivindicações dos bancários de reposição integral das perdas (9,62%) e aumento real de 5% (reajuste de 14,62%), PLR de três salários mais R$ 8.317,90; e R$ 880 como novo valor para vale-alimentação, refeição, 13ª cesta alimentação e auxílio-creche/babá. "Além dos itens econômicos, a categoria quer ver atendidas, também, as demais reivindicações, como manutenção do emprego, melhores condições de trabalho, fim do assédio moral e das metas abusivas e das terceirizações", disse a presidenta do Sindicato do Rio, Adriana Nalesso.
O número de agências bancárias que aderiram a greve dos bancários na região chega a quinze. Conforme o Sindicato da categoria que tem sede em Horizontina, as agências que paralisaram as atividades foram: Caixa de Três de Maio, Três Passos e Crissiumal, Banco do Brasil de Três de Maio, Boa Vista do Buricá, Crissiumal, Três Passos, Campo Novo, Coronel Bicaco e Independência. Os bancários do Banrusul paralisaram as atividades nas agências de Horizontina, Três Passos, Tiradentes do Sul, Esperança do Sul e Bom Progresso. Já a agência do Santander de Horizontina está em greve parcial.


GANÂNCIA
A Fenaban não tem porque não atender à categoria. Em 13 anos, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander) acumularam lucros gigantescos de R$ 635,2 bilhões. De 2003 a 2010, o lucro médio foi de R$ 38,8 bilhões, e de 2011 a 2015, maior ainda: R$ 64,9 bilhões.
O economista do Dieese, Fernando Benfica, frisa que estes números mostram uma notável elevação no patamar dos resultados destas instituições. E argumenta que por isto mesmo a redução do lucro destes cinco maiores bancos, no primeiro semestre deste ano, não justifica a recusa em atender aos bancários e tem que ser relativizada.

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