CPFL Energia registra crescimento de 166% no lucro líquido no 2T16, para R$ 240 milhões


A CPFL Energia, controladora da RGE e maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, registrou forte crescimento de 166% no lucro líquido no padrão contábil internacional IFRS no segundo trimestre de 2016 frente ao mesmo período de 2015, para R$ 240 milhões. A melhora nos resultados dos negócios de distribuição e geração renovável, beneficiados pela ligeira recuperação nas vendas do mercado cativo, pelo aumento da produção de energia eólica e pela entrada em operação de novas usinas, contribuiu positivamente para a performance financeira do Grupo no período. 
 
Entre os destaques positivos do segundo trimestre de 2016 estão a redução de 77% no saldo acumulado na conta-gráfica (CVA) das distribuidoras do Grupo, passando de R$ 737 milhões em março de 2016 para R$ 170 milhões em junho, e a entrada em operação de novas usinas eólicas dos Complexos Campos dos Ventos e São Benedito, da CPFL Renováveis, que adicionaram 75,6 MW de capacidade até julho. Além disso, a geração de energia dos parques eólicos da CPFL Renováveis foi 20% superior na comparação com a do segundo trimestre de 2015.
 
A geração de caixa medida pelo Ebitda no padrão IFRS teve crescimento de 30,2% no mesmo intervalo de comparação, de R$ 692 milhões para R$ 902 milhões. Por sua vez, a receita líquida teve uma queda de 15,1% no período, passando de R$ 4,8 bilhões para R$ 4,1 bilhões, fruto da menor receita do negócio de distribuição.
 
O Grupo apurou um recuo de 2,0% no consumo de energia na área de concessão de suas oito distribuidoras, que atuam em 561 municípios de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. No segundo trimestre de 2016, o volume faturado de consumidores livres e cativos somou 13,9 mil GWh, inferior aos 14,2 mil GWh apurados em igual período de 2015, ainda refletindo a piora na atividade industrial.
 
Apesar do recuo de 2,0% no volume total de energia faturado, as concessionárias do Grupo registraram um ligeiro aumento de 0,4% nas vendas para o mercado cativo, para 10,12 mil GWh. Classes residencial e comercial voltaram a apresentar taxas positivas no período, de 4,2% e 1,0%, respectivamente, influenciadas pela alta temperatura de abril. Por sua vez, o consumo industrial teve forte diminuição de 9,3%. O consumo faturado dos clientes livres pela Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) teve queda de 8,1%, totalizando 3,8 mil GWh.
 
Com a redução do saldo da CVA e a melhora da geração de caixa, a CPFL Energia observou uma forte redução no seu nível de alavancagem. Ao final de junho de 2016, a relação dívida líquida ajustada/Ebitda ajustado, usada para efeitos de covenants, estava em 3,10 vezes, inferior à alavancagem de 3,42 vezes ao final de março. O Grupo encerrou o segundo trimestre de 2016 com um caixa de R$ 5,46 bilhões, alta de 24% em relação ao primeiro trimestre de 2016, e com uma dívida líquida de R$ 13,45 bilhões, queda de 4,1% no mesmo período de comparação.
 
Resultado Gerencial
 
A CPFL Energia apurou lucro líquido gerencial de R$ 261 milhões no segundo trimestre de 2016, crescimento de 18,4% frente ao mesmo período do ano passado. O Ebitda aumentou 8,1% em igual intervalo, para R$ 909 milhões. A receita líquida diminuiu 15,4%, para R$ 4,08 bilhões.
 
Investimentosno segundo trimestre de 2016
 
Os investimentos da CPFL Energia totalizaram R$ 504 milhões no segundo trimestre de 2016 no padrão IFRS, aumento de 31,9% frente aos R$ 382 milhões apurados em igual intervalo de 2015. Deste valor total, R$ 221 milhões foram destinados aos projetos do segmento de distribuição. Os recursos foram aplicados na ampliação, reforço, melhoria e manutenção do sistema elétrico, na infraestrutura operacional, na modernização dos sistemas de suporte à gestão e operação, em serviços para o atendimento ao cliente e em projetos de P&D.
 
No segmento de geração, os investimentos do Grupo somaram R$ 261 milhões no segundo trimestre de 2016, aumento de 100,7% na comparação com os R$ 130 milhões de igual período de 2015. Desse valor, R$ 260 milhões foram investidos em geração renovável, por meio da CPFL Renováveis. A empresa aplicou os recursos na construção do Complexo Eólico Pedra Cheirosa, na conclusão da PCH Mata Velha e nos parques eólicos dos Complexos Campos do Ventos e São Benedito.
 
No primeiro semestre de 2016, o Grupo investiu R$ 950 milhões, um crescimento de 33,2% em relação aos R$ 713 milhões aportados em igual período de 2015. Do valor total, a CPFL Energia destinou R$ 429 milhões para o segmento de distribuição, R$ 491 milhões para geração e R$ 30 milhões para comercialização e serviços.
 
Para 2016, o Grupo projeta investir R$ 2,813 bilhões na expansão e manutenção dos seus negócios. Deste total, R$ 1,516 bilhão deverão ser aplicados no segmento de geração, notadamente na implantação de usinas eólicas e PCH. Outros R$ 1,178 bilhão deverão ser destinados aos projetos na área de distribuição. Os negócios de comercialização e serviços devem receber R$ 119 milhões. Os números de 2016 ainda não incluem os desembolsos para a aquisição da AES Sul, que está em fase de aprovação pelos órgãos reguladores.

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