Área de milho é preparada, apesar de incertezas do mercado e do clima


Os produtores de milho do Rio Grande do Sul preparam as áreas a serem semeadas, realizando a dessecação das plantas de cobertura, cultivadas para a formação de palhada, em antecedência à cultura do milho. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os bons preços pagos aos produtores e a grande demanda pelo grão, aliada à baixa oferta, além das questões agronômicas, como diversificação e rotação de culturas, são fatores que antecipam uma provável ampliação da área para a próxima safra. Por outro lado, há fatores restritivos, como o alto custo de implantação da lavoura (especialmente o preço da semente) e os possíveis riscos com relação ao clima, devido à previsão do fenômeno La Niña que, "quando se estabelece, a tendência é a ocorrência de chuvas abaixo das médias históricas, fato que pode provocar déficit hídrico, diminuindo a produtividade", avalia o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura.

No trigo, o plantio no Estado foi concluído e a cultura está com bom desenvolvimento vegetativo. Com o clima colaborando, a maioria das lavouras apresenta excelente aspecto fitossanitário, crescimento normal, coloração verde intensa, com boa formação de perfilhos, denotando, até o momento, bom potencial de produção. As lavouras semeadas mais no cedo começam a entrar com mais intensidade na fase reprodutiva (floração). Estima-se que 1% do total cultivado esteja nessa situação.

A cultura da canola encontra-se nas fases de crescimento, floração (em lavouras implantadas no final de abril e início de maio) e reprodução, com aspecto sanitário satisfatório. Em algumas localidades, como no Planalto, as lavouras foram prejudicadas pelas geadas e queda de granizo. Já na região Centro-Norte (Alto Jacuí, Noroeste Colonial e região Celeiro), a cultura se encontra com excelente desenvolvimento.

Citros - A colheita de frutas cítricas na região do Vale do Caí está no auge. Do grupo das cultivares comuns de bergamotas, a maturação e a colheita ocorrem na seguinte sequência: Caí, com a colheita finalizada, Pareci, com 60% da área já colhida, e a Montenegrina, que tem a maior área de cultivo no Rio Grande do Sul e cuja colheita iniciou na segunda quinzena deste mês de julho.

Em relação às laranjas, estão finalizadas a colheita e a comercialização das cultivares precoces Umbigo Bahia e Céu Precoce e encaminha-se para o final a colheita da Shamouti, que ainda está com excelente qualidade e preço estável. Ao mesmo tempo em que as cultivares precoces encerram a colheita, ingressa no mercado um maior volume das cultivares tardias de laranja, como a Umbigo Monte Parnaso, laranja para consumo ao natural, com 5% das frutas colhidas. A variedade Céu Tardia, laranja sem acidez, está 30% colhida. A laranja Valência, cultivar com maior área de pomares no RS, destinada à elaboração de suco, apesar de não estar com a maturação ideal para colheita, já tem 10% das frutas colhidas.

Criações - O rebanho bovino está na fase final de gestação das vacas, com expectativa de altas taxas de prenhez. A parição iniciou e deve se estender nos próximos meses. Os produtores mantêm cuidados sanitários nos rebanhos para o combate de verminoses. Nas matrizes que estão no terço final de gestação, é importante a imunização contra as clostridioses, conferindo assim imunidade passiva para os terneiros por nascer. A infestação de carrapatos foi amenizada pelo longo período de temperaturas baixas e sequências de geadas. As terneiras dos três aos oito meses de idade são vacinadas contra a brucelose.

A exemplo da bovinocultura de corte, os rebanhos ovinos manejados sobre pastagens cultivadas de inverno detêm um melhor escore corporal. O desenvolvimento dos cordeiros em amamentação também é favorecido quando as matrizes são manejadas nessas áreas. O período de gestação das ovelhas está em fase final e os ventres são colocados nos melhores potreiros. Há muitas ovelhas com prenhez avançada e os cuidados estão redobrados pela maior exigência nutricional em função da gestação.

O frio dos últimos períodos causou a morte de peixes em alguns municípios da região do Alto Uruguai, especialmente de tilápias. Os produtores estão alimentando os peixes com restos de cereais de inverno, pastagens e ração. Apesar da produção destinar-se basicamente ao consumo familiar, em algumas pequenas feiras na região a procura por pescado é boa, principalmente de carpas capim de tamanho grande, comercializadas a R$ 8,00/kg.

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