FENASOJA: Estação incentiva atividades produtivas que garantem a segurança e soberania alimentar das famílias do campo


A 21ª edição da Feira Nacional da Soja (Fenasoja), que acontece em Santa Rosa até domingo (08/05), tem entre suas principais atrações a Exporural. Neste espaço, assuntos de interesse do agricultor familiar são trabalhados pela Emater/RS-Ascar, como a atividade leiteira, conservação do solo, uso de energias alternativas, tecnologias sustentáveis, entre outros. A segurança e soberania alimentar é destaque na estação apresentada pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Embrapa, que enfoca três atividades produtivas, horta doméstica, quintal orgânico e avicultura colonial.

A estação trabalha a segurança e soberania alimentar consorciando as três atividades produtivas. A produção de alimentos para consumo, tanto de origem vegetal quanto animal, em especial nas pequenas criações, é a base da segurança e soberania alimentar. "Integrar a produção de hortaliças à produção de frutas, complementando ainda com a produção animal, é um sistema importante para as pequenas propriedades, pois em pequenas áreas, com poucos recursos, é essa relação de complementariedade que fortalece a produção alimentar das famílias", salientou o pesquisador da Embrapa, Alberi Noronha.

A Embrapa desenvolve um projeto de quintais orgânicos de frutas que casa com o trabalho realizado pela Emater/RS-Ascar envolvendo a segurança e soberania alimentar das famílias do meio rural. O projeto visa à implantação de quintais orgânicos de frutas para consumo da família e melhoria da qualidade da alimentação. O quintal combina espécies nativas e cultivadas. São mais de 20 espécies que, consorciadas, garantem a produção o ano todo. "Na verdade é um quintal orgânico de alimentos, não apenas de frutas. Podemos consorciar outras variedades de vegetais, como feijão, batata-doce, milho crioulo, entre outros alimentos que enriquecem a alimentação familiar", ressaltou Noronha.

A avicultura colonial é uma importante atividade para agricultura familiar, que compõe a ideia da produção diversificada para segurança e soberania alimentar, através da produção de ovos e carnes. "Nesse sistema que apresentamos as galinhas são criadas em piquetes. Os piquetes podem ser montados junto ao pomar ou horta. Dessa forma, as aves se alimentam de insetos e dos restos de vegetais e frutas. Com essa alimentação diversificada há mais qualidade no final da criação, tanto dos ovos quanto da carne", explicou Eliane.

Segundo ela, a presença desses três sistemas produtivos já faz parte das propriedades rurais, mas de forma segmentada. "Nossa proposta aqui é mostrar o benefício de interligar esses sistemas de produção, em que uma atividade complementa a outra", completou.

A olericultura é a terceira atividade que, interligada às demais, promove mais qualidade na alimentação das famílias. De acordo com o assistente técnico regional de sistemas de produção vegetal da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Gilmar Vione, o objetivo da horta doméstica é trabalhar a diversificação das espécies. Na estação os agricultores receberam informações sobre cada variedade e a época adequada para cada plantio, o que permite a produção de hortaliças nos 12 meses do ano.

O consórcio de hortaliças é o segredo da diversificação para a pequena propriedade. É um sistema incentivado, mas destaca a produção limpa, que dispensa o uso de produtos químicos, apenas alternativas de controle natural. "O manejo ecológico, através da utilização de matéria orgânica e água, é o elemento essencial para a produção da horta. Por conta disso, utilizamos um sistema de irrigação por gotejamento, facilmente instalado em qualquer propriedade", reforçou Vione.

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