FENASOJA: Saúde do produtor, proteção do solo e agregação de renda são destaques em oficina sobre atividade leiteira


Uma das atrações que mais chama a atenção e recebe grande público na 21ª Feira Nacional da Soja (Fenasoja), evento que acontece no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa, até o próximo domingo (08/05), é o espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural, local onde são realizadas oficinas até a sexta-feira (06/05). Uma delas é a que trata da atividade leiteira, que foi dividida em três espaços, instalações de um sistema de leite, coleção de forrageiras e sistema silvipastoril, com foco na qualidade de vida do produtor, proteção do solo e aumento da renda das famílias.

Na primeira estação da oficina, os agricultores podem conferir as instalações de um sistema de leite com as salas de ordenha e do leite, além do sistema de instalação da água com clorador. "O que estamos sugerindo aqui para os produtores é uma construção barata, simples e funcional, que pode ser adaptada à altura do ordenhador, para que ele possa trabalhar sem precisar se abaixar e forçar de forma desnecessária o corpo. O sistema possui as salas de ordenha e do leite no mesmo nível, sem degraus e próximas, tornando desnecessário o carregamento de tarros por longas distâncias, evitando acidentes e garantindo a qualidade do leite, já que as salas devem ser isoladas", explica o assistente técnico regional de Criações da Emater/RS-Ascar, Ivar Kreutz.

Na sequência, os visitantes conferem uma coleção com as principais plantas forrageiras utilizadas na região, como tifton 85, jiggs, hermátria, aruana, capim elefante manso, pioneiro e kurumi, grama missioneira gigante e amendoim forrageiro, entre outras. Nesta parte os agricultores recebem orientações quanto ao plantio e manejo das forrageiras, além de conhecer as características de cada uma. "Estamos mostrando a importância de manter o solo sempre coberto, para que não haja compactação em virtude do pisoteamento dos animais, causando danos ambientais e prejuízos à produção de pasto", salienta Kreutz.

Na terceira estação os extensionistas da Emater/RS-Ascar estão compartilhando informações sobre a implantação de sistema silvipastoril, enfatizando suas vantagens econômicas, ambientais e o conforto que proporciona aos animais. "O sistema silvipastorial não exige um grande investimento financeiro para sua implantação, assim como não demanda grande mão de obra e proporciona maior conforto aos animais em períodos de calor intenso, garantindo a produtividade do leite em todas as épocas do ano e trazendo ainda grandes benefícios ambientais, pois auxilia na proteção ao solo, na neutralização do gás carbônico e infiltração da água no solo, por exemplo. Além disso, a integração entre floresta e pecuária também contribui com o aumento da renda das famílias, já que no mesmo espaço podem ser produzido o leite e a madeira, que tem potencial para ser utilizada na propriedade ou vendida. Mas mesmo com todos esses benefícios, ainda é pouco utilizado na região de Santa Rosa, por isso a nossa intenção aqui é incentivar os produtores a investirem no sistema", comenta o supervisor da Emater/RS-Ascar Joney Braun.

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